"Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das água". (Gênesis 1:2)
Embora Isías afirme que Deus "não criou (a terra) para estar vazia, mas a formou para ser habitada" (Is 45:18), no príncipio a terra era vazia, sem forma, escura e inabitada. Então, gradativamente, em Gênesis 1, percebemos que Deus vai transformando a desordem em ordem, o caos em cosmos. O autor do livro de Gênesis evidentemente entendia a criação como um processo, embora sua duração não tenha sido especificada.
Este processo é claramente exposto no verso 2. Alguns tradutores interpretam esse trecho como uma referência a um fenômeno impessoal, tal como uma tempestade no mar. A Nova Bíblia de Jerusalém, por exemplo, coloca que houve "um sopro divino sobre as águas". Entretanto, concordo com a opinião daqueles que defendem a posição de que o texto não está se referindo ao vento, mas ao próprio Espírito Santo, cuja ação criativa é comparável à de um pássaro pairando sobre seus filhotes.
Além disso, à Palavra de Deus: "E Deus disse". "Pois ele falou, e tudo se fez" (Sl 33:9). Não me parece fantasioso identificar aqui uma referência a Deus, o Pai, à sua Palavra e ao Espírito. Em outras palavras, à Trindade.
Nestes dias em que frequentemente se enfatiza uma ou outra pessoa da Trindade, é bom poder retornar às três pessoas. De fato, é importante notar que desde os primeiros versos, a Bíblia afirma seu testemunho sobre a Trindade. Assim, iniciamos nossos estudos celebrando o fato de sermos cristãos trinitários.
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